quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Indelicadezas sobre a maternidade

**No final da postagem há fotos que podem gerar desconforto para algumas pessoas, porém postei com caráter informativo. (explico durante o texto)
Se não gosta de olhar, feche quando aparecer o aviso de fotos, ok?



Sim, a maternidade tem algumas indelicadezas que é necessário saber.. e que nem sempre você terá um ombro amigo disposto a te contar, muitas vezes, nem mesmo o médico vai te dizer, a menos que você pergunte, e não é todo mundo que sai falando disso por ai por ser, no mínimo, embaraçoso de se levantar essas questões...
Mas vamos lá..
A primeira coisa, desculpem a minha ignorância, mas eu nunca soube ao certo o que acontecia com a placenta no parto normal, o bebê nasce, corta-se o cordão, é tudo lindo, e resto??

Bem, a primeira coisa a se conhecer é que a placenta é praticamente um órgão que se forma para conceber a criança, é cheia de veias próprias e artéria, e tem seu próprio modo de funcionamento, é um misto de rins com pulmão e coração, e apesar de estar dentro do corpo, ela é desconectada de todo o resto quando a nasce a criança.
Na cesariana a barriga já está aberta, a placenta é tirada e fecha-se o corte.
No parto natural, depois de cortado o cordão umbilical, a placenta também nasce!!
Sim, ela nasce! A mãe continua tendo contrações até que ela saia naturalmente.
E sim, eu não tinha o conhecimento disso até ficar grávida, não sei como acontece, mas esse tipo de informação não é levada a diante, nos filmes e nas novelas, por exemplo, só mostra o nascimento do bebê, que é uma coisa bem linda, mas a feiosa da placenta ninguém se interessa em mostrar! rsrs
Pois bem... era isso.
No final da postagem, vou colocar uma foto da bendita placenta, se você não gosta de olhar, pule essa parte... eu respeito!


2º - Quando você está esperando um bebê, no final da gravidez pode romper a bolsa a qualquer momento, o rompimento da bolsa não é simplesmente uma água que corre pelas pernas, existe uma parte da placenta que se chama tampão gestacional, e geralmente ele sai antes do rompimento da bolsa.
Ele é um indício que o parto está a caminho.
O tampão tem cara daquelas gelécas de brinquedo, de textura gelatinosa.
Ou se você não sabe que brinquedo é esse, estamos falando de secreções corporais, e tem cara de catarro. (É...)
É uma porção que corresponde a mais ou menos uma ou duas colheres de sopa. Ele nada mais é do que a parte que fica abaixo da cabeça do bebê, tampando mesmo, como sugere o nome, o canal antes do nascimento.

3º - Assunto polêmico, mas necessário!
Em alguns casos, que vou explicar quais, a maternidade não permite pêlos, se você não quiser ser depilada por uma (ou um) enfermeira(o), faça isso em casa! Deve ser feita por completo.
Claro que com a barriga do último mês de gravidez é muito difícil, então se você tiver alguém de confiança que te ajude, ótimo! Peça pra mãe, pro marido... enfim...
Agora porque polêmico?
Porque esse tipo de depilação coça e é um inferno, incomoda e pode dar alergias no nascimento dos pêlos.
Hoje em dia nos partos humanizados, que prezam pelo conforto e naturalidade isso está mais flexibilizado, não há regras de uso de pêlo ou não, então se permite o 'corte de cabelos' usual.. nada precisa ser mudado.
Sendo assim, vale se informar com seu médico se será necessário.
Porém, já posso adiantar de antemão, se você optante de cesariana, será necessário!

4º - Após a maternidade até que os órgãos e víceras retomem seus devidos lugares, é normal sofrer de incontinência urinária. Não se espante se acontecer com você! Sua bexiga está mais baixa que o normal, mas ela vai voltar pro lugar!!
Se os escapes se prolongarem demais (mais de 3 meses) consulte seu médico a respeito.

5º - Tão logo a criança nasce, ela está cheia de hormônios por causa do parto, que ela vai perder aos poucos, passado o inchaço característico do nascimento, os genitais da criança vão parecer grandes para o tamanho dela, não se espante, é devido a esses hormônios e logo vão ser mais harmoniosos com o tamanho do bebê.

6º - Existem alguns mitos sobre o leite materno, o que faz descer leite e tal.
Quer ter leite? Coma e beba água em abundância.
Dê preferência a alimentos de milho (polenta, cuscuz e a quirera de milho - sim, de passarinho - que eu vou dar a receita depois)
Mandioca, toda espécia de sopas, canjica, arroz doce.
Só não recomendo chocolate,  porque a gordura dele pode dar cólica na criança e inflamar seus pontos se você tiver.
NADA de água inglesa, isso além de mito é um medicamento (tipo aquelas garrafadas de vó) entupida de ervas que você nem sabe o que pode causar durante a amamentação, e muito menos se vai fazer mal ao bebê.
A indicação farmacológica disso é tônico para abrir o apetite, nada tem a ver com leite.
NADA de cerveja preta, o álcool vai para o leite SIM!
E o que recomenda o Ministério da Saúde (apesar de eu achar ridículo) é que a cada dose de bebida alcoólica, se aguarde 1h para amamentar o bebê. (Se você amamenta livre demanda, ou seja, a hora que o bebê quer, isso soa um tanto inútil)
E se você ainda estiver convencida a beber amamentando, saiba que uma das consequências são: falta de ganho de peso do bebê, cólicas, dores no corpo (o bebê fica de ressaca pelo leite, sério isso)
Então, PRA QUE?

7º - Se não sabe andar sem saltos, aprenda!
O desequilíbrio é uma companhia constante na vida de uma grávida.

8º - Grávidas sofrem de prisão de ventre e de hemorróidas. Não é regra, mas 90% têm.

9º - Se prepare para o parto, se informe, leia, assista documentários, peça ajuda.

10º - Claro que quem dá conselhos não quer ser prejudicial, mas a vinda de bebês ao mundo não acontece desde hoje (!!!) e a quantidade de crenças e mitos e simpatias e etc é muito, mas muito gigante!
Claro que você não precisa ser indelicada, mas PENSE antes de fazer qualquer coisa que te sugiram.

E pelo amor de Jesus
-você saber ou não se uma visita está menstruada não vai secar teu leite.
-você não vai precisar tomar sopa do mesmo prato que ninguém pra descer o leite
-se você teve menino, seu repouso não necessita de um dia a mais porque menino é mais forte
-pra sair do período de repouso você não precisa tomar uma dose de cachaça pra não ter febre
-o umbigo do bebê não ficar pra dentro após cicatrizado só se você enfaixar e colocar uma moeda em cima
-você pode torcer as roupas do bebê que ele não vai ter cólica
-criança quando aprende a andar e ficar em pé, gosta de ficar de bunda pra cima e isso não significa que ele 'está chamando um irmãozinho', afinal de contas, todos sabem bem O QUE chama um irmãozinho.

Dúvidas??? Pergunte!! Vou ajudar no que eu puder.
Fui postando conforme me lembrei...


FOTOS (pule se não quiser ver)

*As fotos foram tiradas da internet para ilustrar a postagem, portanto não tenho o conhecimento da autoria para colocar aqui.


















 
 Placenta




Tampão gestacional
(não consegui foto melhor, desculpem!)

terça-feira, 11 de setembro de 2012

A primeira noite

 (texto do meu diário pessoal)

A primeira noite que nós três passamos juntos, só o Caio dormiu.
Eu fiquei acordada esperando passar o efeito da anestesia, parecia que algumas horas eram como a eternidade, eu estava louca pra beber água, sentia uma enorme sede e muito calor.
Aquela noite ensopei uma toalha de rosto secando o suor que descia pela minha testa e pescoço.
O João ficou acordado comigo me fazendo companhia, para eu sentir menos desespero.
O calor era demais, mas a sede era ainda pior, como o Caio estava no quarto conosco, qualquer corrente de ar era proibida, ficamos ali cozinhando no quarto.
Chovia, chuva de verão, dessas que deixa tudo abafado.

Na manhã seguinte meu cabelo estava completamente molhado de suor, os lençóis tinham meu contorno, o travesseiro estava molhado, lavado de suor, e meu susto maior foi quando levantei o travesseiro e vi que o lençol embaixo dele também estava molhado. Parecia que tinham jogado um balde de água na cama, com muita calma me levantei para tomar um banho, senti como se tivesse aprendendo a andar de novo, pernas descordenadas e tontura.
Não foi a toa que assim que fui liberada para tomar água as 3h da manhã, bebi de uma só vez um litro e meio de água.


Caio continuava dormindo pela manhã, ele tentou mamar de madrugada, mas tudo é muito novo pra ele, ainda não sabe como fazer.. rsrsrs
Quando ele está acordado olha tudo com curiosidade, tem olhos muito espertos.
E quando dorme não tem quem seja capaz de acorda-lo, nem pra mamar.

Logo cedo a enfermeira me brindou com um maravilhoso desjejum, digno de quem só tinha comido no almoço do dia anterior, meio copo de água e meia dúzia de comprimidos, ela me perguntou se tinha conseguido fazer xixi, eu tinha tentado quando fui ao banheiro, porém sem sucesso, vi no semblante da enfermeira que ela queria uma resposta para me por uma sonda, e eu confesso que de todas as coisas que me assombram, a que mais me da pavor, mais do que a própria cirurgia é a sonda.
Eu menti, disse que tinha conseguido. (Não façam isso, por favor, por favor, por favor!)
Ela virou as costas eu fui ao banheiro tentar novamente, liguei a torneira da pia, deixei a água fazendo barulho, tentei relaxar, mas só saia o mesmo mantra da minha boca: "sai xixi, sai xixi, por favor, sonda não, sonda não, sonda mau, xixi bom! Sai xixi, sai xixi..." (rsrssr)
Então desse dia em diante, não posso ouvir barulho de água!

Cerca de meia hora depois do remédio, veio o café da manhã de verdade, eu tinha a sensação que nem sabia mais mastigar depois de tanto tempo sem comer... recebi uma garrafa de chá, leite, bolachas, torradas, geléias, margarina...

Antes mesmo do horário de visitas, alguém bateu na porta de mansinho, minha tia Elisete!
Conversamos um pouco, ela queia saber sobre o almoço(eu também), disse que mandaria da casa dela o almoço para mim, e que era para João Paulo ir para lá almoçar com ela, ela viria buscar.
Fizemos tudo como combinado, e eu esqueci que era menina, e almocei feito um urso depois do período da hibernação.




FOTOS



Nascimento

(texto do meu diário pessoal)

Papai lutou para que tudo coubesse no pequeno armário.
Não vi mais as bagagens, então acho que ele conseguiu! rsrs

Tudo estava calmo dentro do quarto, estávamos conversando, então o médico apareceu na porta como um fantasma, nem vi de que lado ele veio, mas nunca vou esquecer a cena, roupa de centro cirúrgico, inteira verde, com uma manchinha de sangue na barriga, uma mão com luva, uma sem luva segurando o meu exame, disse apenas:
"está diminuindo um pouco os batimentos cardíacos do bebê quando ele se mexe, não vamos esperar, vamos tirar o bebê com segurança que é melhor, você vai se preparar já pra fazer a cesariana"
neste momento começou um FURACÃO!

Tão logo ele disse isso eu já fui sendo tirada da cama e levada junto com ele.
Então ele mesmo pegou a bolsa do soro e fomos andando para o centro cirúrgico.
Quando parei em frente uma portinha onde o João ficou para ser arrumado e entrar na sala conosco, andamos mais alguns passos e entrei na sala azul de cirurgia.
A maca bem no centro da sala.
Deitei e logo vi um rapaz de touca azul  marinho cheia de bichinhos coloridos estampado. Ele veio até onde eu estava deitada e se apresentou como anestesista (na mesma hora eu esqueci o nome que ele disse)
Olhei para a porta e vi o João Paulo, reconheci um sorriso atrás da máscara, que bom que ele estava ali!
Eu estava nervosa, pensando em tudo o que imediatamente viria, anestesia, corte, ponto... e quando olho pro João Paulo procurando um acalento pro meu desespero, ele desenhou no ar um coração com os dedos e apontou pra mim... existem pessoas no mundo que recebem o dom de nos fazer sorrir a qualquer momento, e bem ali na minha frente eu tinha um anjo desse, meu marido é um anjo desse, sorri, respirei fundo..
O anestesista me pediu para sentar na maca e jogou muito líquido nas minhas costas, parecia que eu estava tomando um banho com um chuveiro ligado nas minhas costas, fiquei com a coluna reta, senti ele tatear com a ponta dos dedos os meus ossinhos das costas.
Ele me avisou que ia dar um piquezinho e pediu para eu não me mexer, eu muito obediente parei de respirar.
Senti um pique muito de leve nas costas e logo ele me avisou que já tinha terminado, não senti ele tirar a agulha.
Me deitei de novo, assim que me acomodei ele me pediu para levantar as pernas, eu não conseguia, elas pesam, formigavam.. assim mesmo... nessa mesma velocidade que você está lendo.
então começou a experiência mais maluca pelo qual eu já passei na minha vida. Anestesia.
Senti as mãos do médico na minha barriga, limpando ela, o tato da minha pele era como se ele tivesse passando a mão por cima de uns 4 edredons, mas onde ele passava a mão, fazia um caminho de formigamento.
O João estava do meu lado direito, assistindo a tudo tão atento que esqueceu que estava com a câmera na mão.
Em questão de segundos a pediatra chamou ele para ir para o lado dos meus pés que o bebê já ia sair.
Pelo refletor em cima de mim eu vi a cabeça do Caio, logo em seguida ouvi ele chorar.
O médico me disse: "Parabéns! Seu nenê é bonito viu? Perfeitinho."
Nessa hora foi como se alguém pausasse minha vida para eu pensar, o mundo parou de girar por um instante, não sei se consigo explicar em palavras o que eu senti... senti alegria, uma alegria e uma emoção tão grande que chorei junto com meu filho.
Toda a gravidez me passou pela cabeça, momentos felizes, os exames que eu tinha feito, a descoberta, os carinhos do papai pelo bebê, os meus medos, toda a ansiedade, as dificuldades, o sangramento forte que eu tive, o medo que eu sentia por não ter descoberto antes, os medicamentos que tomei sem saber que estava grávida, tudo veio a tona como um imenso tsunami que me inundava, tudo veio a tona pra desaparecer para sempre, meu filho nasceu.. estava ali, lindo, forte, perfeito, mais do que eu sempre imaginei.


Caio após alguns minutos do nascimento na maternidade da Santa Casa de Bariri


A pediatra saiu com o Caio no colo, e o João acompanhou ela e nosso filho até a outra sala.
Fiquei ali aos cuidados do meu tio ainda, finalizando a cirurgia.
Passado poucos minutos, a pediatra entrou com o Caio na sala para eu ver meu filhinho pela primeira vez, ele ainda chorava um pouquinho, mas quando ela encostou o corpinho dele no meu rosto ele parou de chorar.
Ainda grávida, comentei muitas vezes, conversando sobre o bebê em conversas infinitas com meu marido, como o bebê seria, como seria o rostinho, os olhinhos, o cabelinho, as mãozinhas... e de repente, quando a espera termina e tenho a chance de matar essa curiosidade enfim, a sensação é de que sempre nos conhecemos, que eu sempre soube como ele seria..

Depois que o Caio saiu no colo da pediatra, ouvi que ele estava indo se vestir, desde então ele ganhou o colinho do papai (que foi muito elogiado mais tarde por algumas enfermeiras, por segurar muito direitinho o bebê).
Terminado o parto, fui para o quarto e depois de ser transferida de maca para cama duas vezes morrendo de medo de cair, indefeza pela anestesia, finalmente cheguei a cama onde ficaria aguardando passar o efeito irritante da anestesia, ao lado do meu maridom que tinha uma constelação brilhando dentro dos olhos essa altura, e do nosso filho, nosso pedacinho, fruto de amor verdadeiro, que já estava instalado no seu bercinho de hospital no nosso quarto.
Não tenho lembranças de um dia mais feliz que esse em toda a minha existência.

É assim que compreendemos como os momentos de simplicidade são  felizes.
Fui completamente feliz ali, de camisola de hospital, anestesiada, descabelada, pálida... vendo meu filho pela primeira vez, sujo e nu, ao lado do meu marido, com roupas verdes e surradas de centro cirúrgico, que mais se parecem com um saco de batatas do que com uma roupa.
Despidos de qualquer espécie de luxo ou vaidade, fomos imensamente felizes!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Exames antes do Nascimento

O corredor e o caminho para chegar até a ala de maternidade era imenso.
Até me ofereceram uma cadeira de rodas, mas eu estava perfeitamente bem para ir caminhando.
Os corredores eram compridos e silenciosos, de um chão muito bem encerado e com o cheiro característico dos hospitais.
Tudo para mim era novidade, nunca tinha sido internada na vida, e muito menos entrado na Santa Casa de Bariri.

(texto do meu diário pessoal)

Entramos numa sala pré-parto, onde uma enfermeira nos recebeu.
Ela prendeu os aparelhos na minha barriga e passamos a monitorar os batimentos cardíacos do Caio, eu sinalizava apertando um botão cada vez que ele se mexia.
Ficamos no quarto só eu e o João,então se passaram ali uns 30 minutos (pelo menos se não foi isso, pareceu ser)
Quando a enfermeira voltou, ela pediu para o João Paulo buscar as malinhas no carro, e enquanto ele descia eu fui levada para outra salinha trocar de roupa, e colocar aquela linda camisola de hospital que só cobre a frente do corpo. =s
Aplicaram um catéter no meu braço com o soro e fui para o meu quarto aguardar que médico viesse.
Não demorou muito até que meu marido entrasse no quarto acompanhado pelo meu sogro, trabalho para 2 pessoas carregar nossa 'mudança' para o hospital. 5 malas no total, uma mala e uma necessaire para a mamãe, duas malinhas para o bebê, de roupas e de produtos de higiene, e uma para o papai.
Nos despedimos do meu sogro, ele disse que todos aguardariam em Bariri.

=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=.=
ANEXO PARA FUTURAS MAMÃES
O QUE VOCÊ REALMENTE VAI USAR NO HOSPITAL??


MAMÃE:
4 trocas de camisolas confortáveis (geralmente ficamos 2 dias no hospital, é bom ter roupa sobrando por causa do sangramento pós parto que é muito intenso)
roupa íntima
1 chinelo confortável (para caminhar no corredor)
1 chinelo antiderrapante para o banho
1 troca de roupa para ir embora (inclua calçado confortável e baixo)
shampoo
condicionador
sabonete neutro
toalha de banho e rosto
escova de dentes
escova de cabelos
creme dental
desodorante sem perfume
absorventes pós cirurgia ou noturno
absorventes de seio
1 baton (pra ficar com menos cara de cirurgia)
1 livro
cinta pós cirurgia (se você conseguir se enfiar dentro dessa porcaria com 2 dias de cirurgiada, parabéns! Você tem a força de uma legionária!)

-> o mito de lavar a cabeça
Pode SIM lavar a cabeça depois do parto, o que não pode é LEVANTAR OS BRAÇOS, porque estica a cirurgia, resultando em dores mais tarde, desde que você peça ajuda para lavar e pentear, não terá problemas, eu mesma lavei meus cabelos, tive um pouco de dor nos pontos porque não pensei que esticaria, como disse acima, então já deixo a dica.

BEBÊ
3 trocas de roupa (inclua meias para cada troca)
luvas de bebê (é bom colocar luvinhas para ele não se beliscar ou arranhar)
1 roupa para ir embora
fraldas (inclua RN e P, levei 5 P e um pacotinho RN)
fraldas de pano, para amamentar
sabonete líquido
shampoo
1 chupeta (pode te ajudar a treinar o bebê como fisgar o peito, a criança não nasce sabendo sugar)
escova de cabelos
2 mantas (1 para o uso no hospital e outra para ir embora)
1 toalha macia (de preferencia as feitas de fralda de pano)
pomada de assaduras
tesoura de unhas (não é todo hospital que apara as unhas do bebê, e isso precisa ser feito quando eles nascem!! Alguns deixam para a mãe essa tarefa, e você não vai querer que o bebê fique com as unhas compridas até chegar em casa)
Lembrancinhas e enfeite de porta

Você pode levar o resto da casa de carriola, mas o que você vai usar DE VERDADE é isso, o resto é volume e peso morto.
Não senti falta de nada, levei um volume de roupa de não usei e não cabiam nos armários do hospital, que eram bem estreitos.
Ajuda muito as enfermeiras se na mala do bebê você separar as roupas dentro de saquinhos, e escrever 1º dia, 2º dia, roupa para ir embora.
Assim você não tem surpresas da criança usar a roupa com a combinação que você não queira, ou a roupa de ir embora nos dias de hospital.
NADA de perfumes ou talcos, nem pra mãe e nem pro bebê, você não sabe ainda se ele terá alguma reação alérgica, e agora é hora do bebê conhecer o cheirinho da mãe dele, não do perfume.
Acredite... o cheiro do sabonete é mais que suficiente pro seu bebê ficar perfumado.

PAPAI (ou acompanhante)
2 trocas de roupas completas
1 pijama
1 par de chinelos
1 escova de dentes
1 sabonete
câmera fotográfica

o shampoo/condicionador, creme dental, acredito que a mãe não terá problemas em dividir com o acompanhante, não é?
Só o sabonete que não é legal, eu lavava os cortes da cirurgia com um só meu, pra evitar infecções.

Boa hora pra você!

No consultório médico

(texto do meu diario pessoal)

31 de Janeiro de 2011
+/- 18h


Um pouco de dilatação (1 dedo), contrações a cada 15 minutos
Em uma última ultrassom, meu tio, Dr Carlos, constatou que o Caio se enrolou no cordão umbilical... apesar disso ainda dava para esperar um pouco, ver se ele desenrolava, porque ainda não tenho dilatação suficiente para ele nascer.
Vou para a Santa Casa fazer um exame (Cardio-toque) e através dele saberemos se vamos aguardar ou partir para uma cesariana.

Saímos do consultório médico com a requisição do exame e o pedido de internação nas mãos.
Nossa! Como eu fiquei tensa! Ansiosa!
Fiquei muito chateada com a possibilidade de não poder aguardar um parto natural... mas meu pensamento principal era nas poucas horas que me separavam de segurar meu filho no colo, quero que ele venha com saúde, independente de normal ou cesariana.

Santa Casa de Bariri
+/- 18h40

Na portaria da Santa Casa a recepcionista falava, falava, falava, não entendia que o que eu estava precisando era o exame, e aguardar o médico.
Ela queria me internar e começar os procedimentos para a cesariana, eu explicando que nem o médico sabia ainda qual seria o parto necessário, e ela querendo saber mais do que eu, até chegar uma hora que eu não ouvia mais o que ela falava, eu estava nervosa e ansiosa, e já nem prestava mais atenção no que ela dizia.
 Meu sogro que acabou de acertar com a recepcionista o que seria necessário, e quando fui liberada para subir para o meu quarto, fazer o exame e a internação, minha mãe, minha prima Silvia, meus sogros, meu irmão e Maria Rita ficaram na recepção, João Paulo subiu para o quarto comigo.



Última consulta

No dia 31 eu fui a Bariri consultar, e como a dilatação era pouca, meu médico (e tio) me liberou para ir pra casa almoçar, descansar, e se as contrações chegassem num intervalo de 15 minutos era pra ir para Bariri, caso contrário eu voltaria para lá as 18h para fazer a internação, e ficar no soro até a madrugada que era a previsão de nascimento.
Eu fui para casa, almocei, depois do almoço estava liberada pra tomar só liquidos, para fazer a internação caso precisasse.
Passei o dia sentada na sala, com as mãos na barriga, porque ela contraía mas eu não sentia dor, e contando no relógio os intervalos..
Assisti um monte de coisa que eu não conseguia prestar atenção....
17h fui tomar meu banho e me preparar para ir para Bariri, as contrações vinham de 25 em 25 minutos.

Transcrevendo meu diário pessoal


30 de Janeiro de 2011

Esperando... esperando...
A última previsão, de segunda feira passada, era que nasceria na quinta feira, veja só, estamos no domingo!!
Até agora apenas uma contração!
Ai como é difícil ser impaciente!!! rsrsrs....

ps: Que calor tem feito! A sensação é que estamos derretendo... espero conseguir dormir essa noite!!

31 de Janeiro de 2011

Dia de médico...
será que eu fico lá? (Bariri)
Depois do susto que o cano do banheiro nos deu (dois dias depois do susto das abelhas) acho que de susto o Caio não nasce mais!!! rsrs