terça-feira, 4 de setembro de 2012

Aquisições..

Meu sogro estava preocupado de me ver andando de moto pra todo lado, começamos a pesquisar preços de carro... e tivemos um mini ataque cardíaco quando vimos o preço de carros usados.
Já estámos desistindo da idéia, meu sogro foi na Chevrolet ver os preços.. e eu que saí dirigindo a nossa nova aquisição!
Um classic preto... lindo, lindo!

João Paulo me levava trabalhar, ia me buscar.. as vezes eu ia com o carro..
Melhorou muito nossa vida!

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

As alianças..

As nossas alianças foram presente do meu sogro.
Ele estava em São Carlos, e entrou na joalheria, achou que estava legal e ligou pra gente pedindo o tamanho dos nossos dedinhos... rsrsrs
É ai que começa o engraçado da história.. a gente não sabia, não tinha noção do tamanho..
precisavamos ir a uma joalheria..
Eu estava começando a sentir os desconfortos de banheiro a todo momento, e a gente só tinha a moto.. definitavamente sacolejar em cima de uma moto não era lá muito confortável pra quem quer fazer xixi..
Fomos a joalheria, tinha que ser rápido, porque eles estavam esperando em São Carlos.
Entramos na maior cara de pau, pedir os preços, e pedir o tamanho!!
Pedimos os preços, vimos os modelos, era difícil fazer aquilo de forma rápida, mas precisávamos, primeiro porque eles estavam esperando, e segundo porque eu não ia aguentar muito tempo sem banheiro, depois de ver vários modelos na loja, acho que todos, vimos finalmente o tamanho, ai a vendedora queria a todo custo fechar negócio..
negamos - claro!
Saímos da loja, e já na porta ligamos para  informar os tamanhos, pronto!
Ainda dou risada desse dia!

domingo, 2 de setembro de 2012

Marcando a data do casamento

Precisávamos marcar, saber do dia pra avisar quem quer que fosse..
Era 'só' mais uma preocupação, diante de uma infinidade de preocupações.. rsrs
Mas era também um momento muito esperado.. enfim, o dia do casamento!!!
Fomos juntos ao cartório, procurar pela melhor data, pelo melhor horário, queríamos fazer tudo bem lindinho, já que ia ser só no civil.
Olhamos as datas, um sábado de manhã foi o escolhido - dia 20 de novembro!
Estava feito!!
O que mais era necessário??
Endereço dos pais... a que simples!
Pra qualquer pessoa da terra, menos pra mim! kkkk

Toca a bonita ligar pro meu pai no Paraná... e a ligação estava a pior possível, chiando, caindo, nada se entendia!!
Eu berrando no celular: Paaaaai, preciso do seu endereeeeço!!
Ele: Não estou entendendo!
Eu: SEU ENDEREEEEÇO!!!
Ele: Está cortando, não estou entendendo!!
Eu: Eu quero casaaaar!! Preciso do seu endereeeeeeçooo!
(eu me sentia conversando naqueles telefones de copinho descartável)
Ele: Aaah! Endereço??
Eu: ÉÉÉÉééé!! (rindo muito)
ele passou o endereço, eu passei a data e o horário..
Eu: Você veeeem???
Ele: Vou tentaaaaaar!!

Enfim, foi assim que eu avisei meu pai que eu ia me casar!
Papéis resolvidos, taxa paga, testemunhas combinadas.. quanta coisa se tem a fazer!!
Procurar pela roupa, não queria nada muito social, não queria um vestidinho de grávida, não queria parecer um botijão de gás com cortina, eu queria algo lindo, mas simples..
Eu queria alguma coisa que não existia!! rsrs...
Era meu casamento!! Era a minha hora de querer!!
João Paulo queria que eu ajudasse a escolher a roupa pra ele.. e assim fizemos..só não imaginamos que era tão complicado fazer isso!!
Os dias se passavam...estávamos contando os dias.. e NADA estava pronto! (pro meu completo desespero)

A gravidez e o trabalho

Eu trabalhava num local nada legal.. isso era fato!
Eu trabalhava em coisa de homem, e fazia serviço de homem, na rua, no banco, cobrança, toda a espécia de trabalho chato daquele lugar era meu..
Eu saia do distrito industrial e rodava a cidade inteira em cima de uma moto, fizesse chuva ou sol..
Com barriga ou sem barriga..

Até o oitavo mês eu trabalhei de moto..
só não trabalhei o último mês porque a esposa do patrão estava grávida também, quase do mesmo tempo que eu, e eu fui até o trabalho dela levar uns papéis..
Assim que entrei ela quase caiu da cadeira quando me viu segurando um capacete que era metade do tamanho da minha barriga..
Acredito eu que ela deve ter chamado a atenção do marido, porque na mesma tarde eu fui 'promovida' a usar o carro.. e recebi a notícia com a maior cara de contra gosto do universo.

O patrão era ruim, acho que isso já deu pra notar, ele falava as coisas sem pensar e motivou inúmeras brigas comigo.
Ele não gostava do meu perfil de não 'babar ovo' de patrão.. todo mundo tinha medo dele, eu não tava nem ai..
Todo mundo quando chegava, só faltava ajoelhar-se nos pés dele, eu não dava nem bom dia..
Sempre ignorei pelo fato dele pisar nas pessoas sempre que podia, e quando não podia, ele ainda dava um jeito de se mostrar superior; o descontentamento dele em manter uma grávida no trabalho e não poder me mandar embora era mais do que visível, aliás, pior que isso, ele me falava isso sempre que possível, que se eu não estivesse grávida, ele me mandaria embora.
Eu sempre fiz o meu trabalho, apesar de muito chato, da forma mais resignada porém mais brilhante possível, para não deixar margem de ter do que reclamar.. e isso também irritava ele, porque ele pedia pra outras funcionárias revirarem meu trabalho e procurar por coisas erradas.. até hoje não tive notícias dele ter encontrado.
Sempre que eu chegava da rua, ele estava bufando feito um touro no pátio, me olhando torto, como quem queria ter encontrado motivo pra brigar.

Tudo o que eu mais desejava era não precisar trabalhar, pelo menos não nesse lugar, mas eu precisava da licença, então tive que aguentar firme até o fim.

Não era fácil, eu sentia muito, muito sono...
Eu dava um jeito de dormir, nem que fosse 5 minutos no banheiro, aproveitava que tinha que ir muitas vezes, levava o celular e colocava pra despertar no vibracall... lavava o rosto, saia do banheiro, bebia uns 8 copos de água, pra poder fazer xixi de novo dalí a 10 minutos e quem sabe cochilar mais 5.
Era muito difícil, o final da minha gravidez foi no verão, eu engordei dentro dos limites esperados, mas retive muito líquido, e o calor e o desconforto que eu sentia era infernal.
Mas no final eu estava muito feliz, o bebê mexia o dia todinho, e a noite me acordava dando chutes nas minhas costelas.. rsrs

Tudo isso cresceu em um mês!!

Segunda consulta pré-natal

Tinha se passado 1 mês desde a decoberta, era o 6º mês e a 2º consulta pré-natal!!
Muitos exames foram feitos entre a primeira e a segunda consulta,  havia muito a ser averiguado, já que eu não tinha feito o acompanhamento desde o início da gravidez.
Todos os exames estavam em ordem, para alívio geral!
Aquela não era simplesmente uma consulta qualquer, era a primeira consulta que o João Paulo me acompanhava, já que a primeira vez eu tinha ido com uma amiga.
Era a primeira vez que ele via e ouvia o coraçãozinho do bebê comigo..

Aliás, a hora da ultrassom foi a sensação da consulta, todas as vezes que consultei, minha sogra, minha cunhada e meu marido me acompanhavam..
Era uma lotação de gente na pequena sala, todo mundo queria ver o bebê.. rsrs
Era engraçado demais..

Tudo normal na segunda consulta... só o meu sangramento que ainda continuava..








sábado, 1 de setembro de 2012

15 dias

Depois de 15 dias no meu novo lar, minha mãe me telefonou, conversamos bastante, ela disse que estava preocupada comigo, que sentia minha falta, que sentia falta de conversar comigo.
Nos desculpamos, voltamos a nos falar, e mal sabia eu que voltamos a conversar aquele dia pra nunca mais brigar.
Por fim eu não estava tão errada assim.. a distância foi dura, mas fez um bem muito grande a nós duas.

Hoje eu vejo, que brigamos tanto todos esses anos por sermos parecidas demais em algumas coisas..
Só não sei porque a gente tem que sofrer tanto pra saber disso..

Atualmente moramos em cidades diferentes, a convivencia não é mais possível diariamente..
Nos falamos por telefone toda semana, (todo dia não dá porque ninguém tem ações com empresas de telefonia, e a TIM que é a franquia  mais barata que temos acesso, a paciência tem que ser 'infinity', sinal ruim, ligações que caem sem fim) e pela internet quando meu irmão está de bom humor pra deixar a gente usar..

Ela é apaixonada pelo neto, faz e desfaz por ele.. é a avó que estraga!! rsrs.. se derrete!
Se arrependeu da briga que teve com o João Paulo, adora o genro, manda beijo toda as vezes que nos falamos, paparica mais ele do que eu! ¬.¬''
Nos preocupamos uma com a outra, mandamos beijo e dizemos 'eu te amo' e 'fique bem' tanto no telefone como pessoalmente.
Estamos bem como nunca estivemos, e hoje eu desejo tanto que isso tivesse acontecido antes.
Melhor tarde do que nunca, ne?

Estranhezas...

Enquanto minha mãe e eu não estávamos conversando, eu telefonava praticamente todos os dias para o meu irmão, eu nunca vivi longe do meu irmão, não sabia o que era isso desde que ele nasceu..
Foi muito novo, muito estranho e muito doloroso.. além de toda a situação no qual eu já estava vivendo.
Minha cabeça rodava.. eu dormia de cansaço, não tinha hora.. dormia quando o corpo não aguentava mais.
Eu sempre fui boa em não transparescer as coisas, mas dessa vez não dava.. era visível o quanto eu estava abalada por tudo.
Vamos somar comigo:
Situação nova: eu grávida - era preciso aprender a lidar com isso depressa, porque em 3 meses o bebe estaria chegando.
Morar num lugar novo - eu também precisava aprender a lidar com isso.. se adaptar a ausência das pessoas da família, e eu nunca tinha morado fora da minha casa, só com a minha avó, mas casa de avó como era a minha, SEMPRE é mais do a nossa própria casa.
Conviver com pessoas novas - mais alguma coisa para colocar no caderninho de aprender a lidar com isso.. cada família tem seus hábitos, e só pra começar a minha confusão mental, eu não tinha o hábito de conviver com a figura paterna desde os meus 13 anos.. (ou antes.. sei lá)
Ter um marido - estava sendo muito legal.. mas eu também precisava aprender como era isso..
Ter uma irmã - minha cunhada acabou virando uma irmã menor.. eu tinha a convivencia diária com ela, eu ajudava a cuidar dela, eu olhava por ela, e.. eu nunca tinha tido uma irmã!! Resultado: aprender a lidar com isso.
Será que era muita coisa pra minha cabeça?
Acho que se eu tivesse "só" me casado e tido o bebê já seria situação nova o bastante né? rsrs
Minha sogra estava preocupada comigo, era visível também o quanto a 'nova situação' (que afinal era nova pra todos) estava abalando ela também.
Eu tentava, tentava com todas as minhas forças passar os dias bem, fazer parecer natural toda a estranheza que eu estava sentido, até mesmo em abrir a geladeira..
Eu reunia forças pra me alimentar, tudo era feito de enorme boa vontade pra mim, mas eu simplesmente não tinha fome... parecia que a fome tinha deixado de habitar meu corpo.
Hoje, olhando para trás, consigo ver o enorme esforço que certamente eles fizeram para essas mudanças sairem da forma mais natural possível, eu reconheço o esforço, eu vou ser eternamente grata por tudo o que fizeram, eles não tinham a obrigação afinal..
Eu sempre fui independente demais, sempre foi de mim ter minhas coisas, ser dona do meu nariz, e acho que por isso eu nunca devo ter adaptado..eu me acostumei a saber que ali era meu novo habitat, mas eu ainda chamava a casa da minha mãe de 'minha casa'.
Acho que minha cabeça não queria colaborar comigo, talvéz porque algumas situações diárias eram impossíveis de se passar naturalmente, eu me sentia tirando a liberdade deles, na casa da gente, o dia que da na telha, a gente sai de peça íntima de um cômodo pra apanhar uma roupa que está em outro, pra beber água.. eu nunca perguntei se eles tinham esse costume, mas eu me sentia como se eles tivessem e por minha causa não faziam mais.
Sair do banho era estranho, eu não ficava a vontade de sair de toalha..
Acho que essas eram as piores de todas..